Alberto Lung

Uma rosa de 20 pétalas

Jogada na frieza da lápide
(de alguém que nem sente sua presença)
[ela espera]

Na mão de alguém que chora
(pelo amor acabado)

[ela some]

Nas fotos estáticas
(do aniversário de quinze)

[ela dura]

Na memória
(de alguém)

[ela vive]


6 Comments

a forma como organizou as palavras
ficou muito interessante, passa bem a marcação de pausas eu acho. [não sei se me expressei bem].
não sou tão bom assim com as palavras. elas fogem.

algumas coisas que escreves ficariam lindas musicadas! já pensou nisso?

abraçón!

Posted by Marco Kauling on 22 Novembro 2006 @ 10pm

fue muy fuerte.
te amo.
sushi
:P

Posted by shushetta on 23 Novembro 2006 @ 2am

Muito legal!!! Gostei desta rosa, apesar d estar sendo jogada na lápide!

Posted by Léli on 1 Dezembro 2006 @ 11am

Gostei muito do escrito, parabéns!

Posted by Carecone on 6 Dezembro 2006 @ 2pm

Excelente e sentido. Parabéns!!!!

Posted by Paulo Sempre on 7 Dezembro 2006 @ 7pm

Lembra de Pessoa, “O poeta é um fingidor…deveras sente” e toda aquela patavina?

Escreve bem, claro, precisa amadurecer um pouco e chegar aos trinta e cinco. Pois se isso não ocorrer, a escrita virará passatempo de aborrescência. Também não cheguei a isso, calma, chego!

Mude um pouco o tema, amor está saturado, concorda? Fale de putaria, sacanagem, bebida, outdoor, vontade de cagar…Afinal, um bom poema está em estado de dicionário. Nunca gostei de Drummond, mas ele disse certo.

Só algumas palavras de incentivo, nada daquele negócio: “Que bunitin…”

Abração

Posted by Diego Ramires on 24 Dezembro 2006 @ 1am

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