A luz se desligou, fechei os olhos. Cegueira auto-provocada era a melhor forma de escapar. As mãos de mais um individuo estavam fazendo excursões, diria safáris, através da MINHA pele e da MINHA carne.
Abri os olhos, pouco tempo, para ver aquelas duas mãos começarem a trilha até um lugar que estava fechado para visitas. Por algum motivo aquele ato de sexualidade exagerada me fazia querer vomitar.
Mais uma ação desesperada para tentar esquecer o sonho de poder segurar as suas mãos, sim, sim, sim, suas mãos. Com este pensamento decidi me entregar.
Tin-Tan-Tun
Tun-Tan-Tin
Tin-Tun-Tan
TAN-TAN-TAN
Pronto, Terminou. Não te esqueci.
O sabonete não queria fazer um bom trabalho, não conseguiu limpar as manchas do que fiz. Há duas marcas, entendo que mostram o lugar onde os dedos se aferraram para declamar o quão humilhado deveria me sentir. Desisti de limpa-las, acho que as mereço.
Depois de tudo, sem você eu não sou nem mesmo uma boa prostituta.








4 Respostas Até agora ↓
1 RON // Ago 18, 2007 as 12:25 am
e quem é que não tem, hoje em dia, manchas?
bom texto. muito.
2 victor // Ago 18, 2007 as 1:12 am
talvez seja a maneira mais estúpida de se sentir honrado… manchas!
3 Divine Brown // Ago 19, 2007 as 2:35 am
depois de tudo, sem você eu não consigo nem mesmo ser uma prostituta.
sintonia, sebastian.
sinto o mesmo.
e por causa disso, sinto mesmo.
somos dois panacas.
4 Léli // Set 10, 2007 as 7:08 pm
Gostei!!!
Abração
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