O dia passava lento, havia em todo um pequeno deixo de solidão, estava rodeado de pensamentos. Seria aquele o lugar em que aceitaria que o meu amor era impossível?
Havia um pequeno inverno no verão, eu o festejava. Procurei aproveitar cada rafaga de ar que – sabia – me fariam falta no restante da estação. Cada vez que respirava o ar, agora frio, sentia um pequeno alivio, descanso que tornava-se fútil a cada olhar ao infinito. Era lá que teu rosto aparecia para me perturbar, e com ele a memória, que tinha se tornado minha inimiga e meu calvário.
O teu olhar, a forma engraçada de cainhar, ate o suor cansado de dias de provas continuas eram lembranças que tinham o efeito de um Rivotril fora da validade, e que agora parecia ser subministrado diariamente, logo antes de dormir. Em nada adiantaram as longas conversas com a consciência, cada uma delas acabou com uma longa briga entre a razão e o estomago – lastimado pela gastrite – onde a única ferida sempre aberta era a percepção da loucura que me fazia te amar.
Eu me lembro de com quinze anos estar sentado em um banco de madeira velha-podre no centro da cidade, estava com fones de ouvido, aparelhos santos que me separavam do mundo das pessoas ao meu redor. Estava frio, escondi as minhas mãos nas mangas do casaco, esquentei com o ar da minha lenta respiração, porem, a fonte de calor – subitamente – acelerou-se e em ou momento ou talvez dois desapareceu. Foram teus cabelos, ao melhor estilo indie, que me fizeram esquecer até de fazer o monótono movimento da respiração.
Não mais do que trinta segundos, tempo necessário para que depois de três anos ainda te lembre, com o amor de todos os platônico. Mas me digam, como explico amar alguém que vi uma dúzia de vezes e que me deu o prazer de algumas palavras tecladas em algumas conversas de messenger?
O frio lentamente me deixou, o verão não havia desistido ainda, estava pronto para lutar de frente comigo e com todos os meus sentimentos de ódio ao calor. Meus sobrinhos brincavam ao som de musicas cantadas por minha irmã, o marido dela ria e corria atrás deles transformado – dentro da imaginação infantil – em um monstro gigantesco e temível. Eu só vejo a crua solidão, esta sim é um monstro - meu monstro - que conseguiu me pegar.
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Olá queridos (agora cinco) leitores, começaram as mudanças das quais falei, bem vindo ao novo endereço do blog… agora algo mais “profissional” www.albertolung.com, junto com o novo endereço veio uma nova plataforma de blog (Wordpress) a qual esta me trazendo muitas satisfações…
A principal mudança que espero possam notar no decorrer dos próximos meses é o meu empenho por postar mais seguido… Sinto a necessidade de me obrigar a escrever e ao mesmo tempo obrigá-los a ler…
Assim sem nenhum tipo de longa reestréia, dou inicio ás atividades do blog…
PS: espalhem a noticia!
Tags: Sem Categoria
Olá, caro e querido leitor, provavelmente você seja um dos meus 3 leitores, por isso sinto-me na obrigação de avisar-lhe que o blog passara por uma pequeníssima mudança. Sempre mantive este meu blog para postar minhas poesias e historinhas, mas estou sentido a necessidade de, além disso, postar novas coisas, comentário de noticias, falar mais sobre a minha vida, a sua, a nossa, sem deixar de lado os diarios do meu grande amigo Sebástian.
Por isso fica este aviso, pequeno e humilde, provavelmente nem lido, para deixar marcado pelo menos na minha memória o dia em que me prometi tentar escrever um pouco mais seguido por aqui.
Betushco, o escritor do blog.
Tags: Sem Categoria
A luz se desligou, fechei os olhos. Cegueira auto-provocada era a melhor forma de escapar. As mãos de mais um individuo estavam fazendo excursões, diria safáris, através da MINHA pele e da MINHA carne.
Abri os olhos, pouco tempo, para ver aquelas duas mãos começarem a trilha até um lugar que estava fechado para visitas. Por algum motivo aquele ato de sexualidade exagerada me fazia querer vomitar.
Mais uma ação desesperada para tentar esquecer o sonho de poder segurar as suas mãos, sim, sim, sim, suas mãos. Com este pensamento decidi me entregar.
Tin-Tan-Tun
Tun-Tan-Tin
Tin-Tun-Tan
TAN-TAN-TAN
Pronto, Terminou. Não te esqueci.
O sabonete não queria fazer um bom trabalho, não conseguiu limpar as manchas do que fiz. Há duas marcas, entendo que mostram o lugar onde os dedos se aferraram para declamar o quão humilhado deveria me sentir. Desisti de limpa-las, acho que as mereço.
Depois de tudo, sem você eu não sou nem mesmo uma boa prostituta.
Tags: Diario de Sebástian
Happy Birthday Little Blog
1 ano de vida, Eis aqui os presentes…
Ando
Preciso me mover
Não tenho de ir a lugar algum
Só ando
Olho
Sinto que devo ver tudo
Não procuro nada, ninguém
Somente olho
Pensamentos vêm
Pensamentos vão
Permanece um desejo sem forma
Uma saudade sem rosto
Como posso sentir o calor do
Sol sobre minha pele
Se um vento gelado
Sopra vindo das sombras?
Dimensões se confundem
Me encontro numa esfera
Existo, não estou
Meu corpo enriquece o pano de fundo
Minhas vontades sem nome
Somam-se as da multidão
A qualquer instante, eu sei,
A luz irá me atravessar,
me tornarei brisa
Todos os pés me pertencem
Assim como todos os olhos
São meus
E é destituindo do que vejo o sentido
que eu continuo a andar…
Isadora Cristina de Melo Coan
“Não me limitarei ao campo da arte…
e não escolherei momento, tempo e modo,
de exaltar-te,
lírio, flor, canção, fruto,
amor - a liberdade.
Não calarei jamais
e sempre te direi a mais bela, a mais pura.”
Carlos MarighellaAlbeeeerto!!! xD~
Amigo querido, inteligente, ótimo senso de humor, pessoa que AMA fotos, cara da risada MAIS engraçada, cantor que alegra as manhãs enquanto esperamos os professores chegar.
Huuuuuuuuu, viu só.. Eu presto atenção nos meus amigos de sala e eu sei que você é uma pessoa muito especial e de bom coração!
Continua assim, você vai longe, muiiito longe.
Parabéns pelo Blog, 1 anos já?! x)
bjã0
Mary
Aos encantos e desencantos
Aos lamentos e sorrisos
Aos dizeres do pensar
Aos sentires do estar
Aos distúrbios do flagelo
Aos murmúrios de mistério
Aos vídeos exorbitastes
Às confissões incessantes
Aos conflitos com o tédio
À desgraça sem remédio
Aos que leêm sem caminho
Aos que creêm no destino
Aos que falam por falar
Aos que dizem por dizer
Aos que pensam em se ocultar
Aos que refletem o penar
Pobres são os ‘ar’ ‘er’ ‘ar’
Que a rima cala!
A voz do peito que se abre
Alberto fala
chora, grita, não grita
lamenta sem dizer
sente sem pensar
sorri sem se encantar
no desencanto já está
Vitor
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